الدروس المهمة لعامة الأمة

الدروس المهمة لعامة الأمة

يهدف الكتاب إلى تعليم المسلمين أساسيات دينهم بطريقة مبسطة وشاملة. يتناول مجموعة من الدروس المهمة مثل قراءة الفاتحة وقصار السور، وأركان الإسلام والإيمان، وأقسام التوحيد والشرك، وشروط وأركان وواجبات الصلاة، بالإضافة إلى مبطلاتها، مع بيان مختصر لشروط الوضوء وفروضه ونواقضه. كما يسلط الضوء على التحلي بالأخلاق الإسلامية والآداب الشرعية، ويقدم إرشادات لطيفة حول تجهيز الميت والصلاة عليه ودفنه.

Language: lang_pt
Prepared by: Abdul-Aziz bin Abdullah bin Baz
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As Lições Importantes para a Nação no Geral

Do Ilustre Sheikh Al-Alláma

Abdul-Aziz bin Abdullah bin Baz

Que Allah seja misericordioso com ele

Prefácio do autor

Louvado seja Allah, Senhor dos Mundos, e o bom fim é para os justos, e que a paz e bênçãos de Allah estejam com Seu servo e Mensageiro, nosso Profeta Muhammad, e sobre sua família e todos os seus companheiros.

Ora bem:

Estas são breves palavras para esclarecer parte do que o povo em geral deve saber sobre a religião Islâmica, a qual intitulei: (As Lições Importantes para a Nação no Geral).

E peço a Allah que beneficie através dela os muçulmanos, e que a aceite de mim. Ele é Bondoso e Generoso.

Abdul-Aziz bin Abdullah bin Baz As Lições Importantes para a Nação no Geral [1] [1] Majmoo' Fatawa wa Maqalat Mutanawwi'ah, Vol. 3, pp. 288-298.

Primeira lição: surat al Fatiha e suratas curtas

Surat Al-Fátiha e o que for possível de suratas curtas, da Surat Zilzála até a Surat An-Náss. Aprendendo a recitar, corrigindo os erros da leitura, memorizando e conhecendo a interpretação do que for compulsivo e indispensável a sua percepção.

Segunda lição: pilares do Islam

Explicação dos cinco pilares do Islam, e o seu primeiro e mais grandioso: Testemunho de que não há Deus digno de adoração além de Allah, e que Muhammad é o Mensageiro de Allah, com a explicação dos seus significados e a explanação das condições de 'não há Deus além de Allah', e o seu significado é: (Não há Deus) negando tudo o que é adorado para além de Allah; (Exceto Allah) confirmando a adoração unicamente para Allah, que não tem parceiros. Quanto as condições do testemunho: “La ilaha illa Allah” (Não há Deus digno de adoração além de Allah) são: Sabedoria, que contraria ignorância; a certeza, que exclui a dúvida; a sinceridade, que contraria a idolatria; a veracidade que exclui a mentira; Amor, que contraria o ódio; a submissão, que contraria a desobediência; A aceitação que exclui a rejeição; descrer em tudo quanto é adorado fora de Allah. E foram reunidas nos dois versos a seguir:

Conhecimento, certeza, sinceridade e tua veracidade, com amor, submissão e a sua aceitação. E a oitava é a tua descrença em tudo o que foi divinizado além de Allah.

Com a explicação do testemunho de que Muhammad é o Mensageiro de Allah, e o seu pressuposto: acreditá-lo naquilo que ele informou, obedecê-lo naquilo que ele ordenou, abster-se daquilo que ele proibiu e advertiu, e não adorar a Allah senão com aquilo que Allah e o Seu Mensageiro - que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele - legislaram. Em seguida, ele esclarece ao estudante o restante dos cinco pilares do Islam, a saber: a oração, o zakat, o jejum de Ramadan e a Peregrinação a Casa para quem tem condições.

Terceira Lição: Pilares da Fé

Que são seis: Crer em Allah; nos Seus anjos; nos Seus livros; nos Seus mensageiros; no dia do juízo final; e crer na predestinação, que o bem e o mal advém exclusivamente de Allah, o Altíssimo.

Quarta lição: categorias do tawhid (monoteísmo) e categorias do shirk (idolatria)

Esclarecimento das divisões do Monoteísmo, e são três: Monoteísmo do Senhorio, Monoteísmo da Divindade, e Monoteísmo dos Nomes e Atributos.

1- Monoteísmo do Senhorio: É a crença de que Allah Todo-Poderoso é o Criador de tudo e o Controlador de tudo, e Ele não tem parceiro nisso.

2- Monoteísmo da Divindade: É a crença de que Allah é o Único digno de adoração, sem parceiro. Este é o significado de "La ilaha illa Allah", pois o seu significado é: não há divindade digna de adoração, exceto Allah. Então, todos os atos de adoração, como a oração, o jejum e outros, devem ser dedicados com sinceridade somente a Allah, e não é permitido dirigir qualquer parte deles a outro que não seja Ele.

3- Monoteísmo dos Nomes e Atributos: É a fé em todos os Nomes e Atributos de Allah que constam no Nobre Alcorão ou nos Hadiths autênticos, e firmá-los para Allah unicamente de forma merecida a Ele, Glorificado seja, sem distorção, nem deturpação, nem imaginar a sua forma, nem representação; conforme a palavra de Allah, Glorificado seja: {Dize: "Ele é Allah, Único. Allah é O Absoluto. Não gerou e não foi gerado. E não há ninguém igual a Ele.} [Al-Ikhlas: 1-4] E dito do Exaltado, o Majestoso: {...Nada é igual a Ele. E Ele é O Oniouvinte, O Onividente.} [Ash-Shurá: 11], Alguns sábios o dividiram em dois tipos, incorporando o monoteísmo de Nomes e Atributos no monoteísmo do Senhorio, e não há objeção nisso, pois o propósito é claro em ambas as divisões.

E as categorias da idolatria são três: idolatria maior, idolatria menor e idolatria oculta.

A idolatria maior: obriga a anulação das ações e o castigo eterno no fogo infernal para quem falece enquanto a pratica, conforme Allah, o Altíssimo, diz: {...E, se eles houvessem idolatrado; haver-se-ia anulado o que faziam.} [Al-Anaam: 88] E disse o Glorificado: {Não é admissível que os idólatras povoem as mesquitas de Allah, testemunhando contra si mesmos a renegação da Fé. Esses são aqueles cujas obras se anularão. E, no Fogo, eles serão eternos.} [At-Taubah: 17] E quem morrer nela, Allah não o perdoará, o Paraíso para ele é ilícito, conforme o Todo-Poderoso diz: {Por certo, Allah não perdoa que Lhe associem outra divindade, e perdoa tudo o que for afora isso, a quem quer...} [An-Nissá: 48]; E disse o Glorificado: {...Por certo, a quem associa outras divindades a Allah, com efeito, Allah proíbe-lhe o Paraíso, e sua morada é o Fogo. E não há para os injustos socorredores.} [Al-Maidah: 72]

E dentre os seus tipos: suplicar aos mortos e ídolos, pedido de ajuda a eles, fazer promessa para eles, sacrificar animais para eles, e outros similares.

A idolatria menor: É aquela que consta nos textos do Alcorão e Sunnah denominando-se idolatria, mas não é da espécie da idolatria maior; como se exibir em algumas ações, jurar por outro que não Allah, e dizer: O que Allah quis e fulano quis, e coisas do gênero; pelas palavras do Profeta ﷺ: «O que mais temo para vós é a idolatria menor.» Foi perguntado sobre ela e respondeu: «Ar-Riyá»[2] Narrado por Imam Ahmad, Tabarani e Al-Baihaqi; através de Mahmud filho de Labíd Al-Ansari - que Allah esteja satisfeito com ele -; e narrou Tabarani através de Mahmud filho de Labíd, segundo Rafii filho de Khadij através do Profeta - que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele -. [2] Narrado por Ahmad (5/428); Tabarani em Al-Kabir (4/338); e Baihaqi em Al-Shuab (14/355). Disse em Majma' Al-Zawa'id (1/121): (narrado por Ahmad e seus narradores são os do Sahih).

E o Dito do profeta, que a paz e bênçãos de Allah estejam com ele: «Aquele que jurar por algo além de Allah, cometeu idolatria»[3] Narrado por Imam Ahmad, através de Omar filho de Al-Khattab - que Allah esteja satisfeito com ele -. Narrado por Abu Daud e Tirmizi no Hadith de ibn Omar - que Allah esteja satisfeito com ele - através do Profeta - que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele - disse: «Aquele que jurar sem ser em nome de Allah, cometeu a descrença ou cometeu a idolatria»[4] E o Dito do profeta, que a paz e bênçãos de Allah estejam com ele,: «Não digais: O que Allah quer e o que fulano quer; mas dizei: O que Allah quer, e depois o que fulano quer»[5] Narrado por Abu Daud, através Huzhaifa filho de Al-Yaman - que Allah esteja satisfeito com ele. [3] Narrado por Imam Ahmad (1/47). [4] Narrado por Abú Daud (3251) e Tirmizi (1535). [5] Narrado por Abu Daud (4980), e Ahmad (5/384).

Este tipo não leva a apostasia, e não leva a eternidade no fogo infernal, mas diminui a integridade obrigatória do tauhid.

O terceiro tipo: A idolatria oculta; e a sua prova é o dito do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele): «Devo dizer-vos o que mais temo por vós do que o Anticristo?» Eles disseram: Sim, ó Mensageiro de Allah. Ele disse: «O politeísmo oculto; um homem se levanta para orar e aprimora a sua oração porque vê outro homem olhando para ele»[6] Narrado por Imam Ahmad, através de Abu Said Al-Khudri - que Allah esteja satisfeito com ele -. [6] Narrado por Ibn Majah (4204) e Ahmad (3/30).

E permite-se a divisão da idolatria somente em dois tipos:

Maior e Menor, quanto a idolatria oculta engloba nos dois; Acontece na idolatria maior, como é a idolatria dos hipócritas; pois, ocultam suas falsas crenças, e demonstram-se com Islam por vaidade, e medo sobre eles mesmos.

E acontece na idolatria menor, como al-riyá, conforme o Hadith anterior de Mahmud filho de Labíd Al-Ansari e o Hadith de Abu Said. E Allah é resposável pelo sucesso.

Quinta lição: A excelência

O pilar de excelência é: Adorar a Allah como se tu O visses, pois se tu não O vês, então Ele te vê.

Sexta lição: Condições para a validade da oração

São nove:

Ser muçulmano; gozar das faculdades mentais; lucidez, purificação (tomando banho ou fazendo o wudhu); remover as impurezas; cobrir a aura (as partes do corpo que há obrigatoriedade de cobri-las); entrada do horário da oração; direcionar-se para o quibla e a intenção.

Sétima lição: Pilares da oração

São catorze:

Ficar em pé, para quem é capaz; o takbirat al-ihram (i.é, dizer Allahu Akbar no início da oração); recitar a surat Al-Fátiha; genuflexão; ficar em pé depois da genuflexão; a prostração sob sete membros e o levantar da prostração; sentar entre duas prostrações; calma em todas os movimentos; a sequência entre os pilares; o último tashahud (que é o recitar attahiyátu Lillah) e o sentar para isso; pedir bençãos para o profeta (isto é, dizer: allahuma salli ala Muhammad wa ala aali Muhammad...) e os dois taslimes (assalam alaikum wa rahmatullah...).

Oitava lição: Obrigações da Oração

E são oito:

Todos takbirats, menos o primeiro; dizer "Sami' Allahu liman Hamidah" para o imám, assim como para quem faz individualmente; dizer "Rabanaa walakalhamdu" para todos; o dito "Subhana Rabbiyal 'Azhim" no rukuu; o dito "Subhana Rabbiyal A'la" no Sujud; o dito "Rabbighfir li" entre os dois Sujuds; o primeiro Tashahhud, e a sentada para o mesmo.

Nona lição: Esclarecimento de tashahhud

E é dizer:

Attahiyat (isto é, todas as palavras que indicam a glorificação de Allah, Sua eterna existência, Sua Perfeição, Sua Soberania) são para Allah, Todos os atos de adoração e boas ações são para Allah. A paz, a misericórdia, e as bênçãos estejam sobre ti, ó Profeta. A paz esteja sobre nós e todos os virtuosos servos de Allah. Eu testemunho que não há divindade real além de Allah, e eu testemunho que Muhammad é Seu servo e Mensageiro).

Em seguida, ele envia bênçãos ao Profeta, que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele, e o abençoa, e então diz: (Ó Allah exalta Muhammad e sua família assim como Tu exaltaste Abraão e a família de Abraão, em verdade Tu és o Laudabilíssimo, Munificente. Ó Allah abençoa Muhammad e sua família assim como Tu abençoaste Abraão e a família de Abraão, em verdade Tu és o Laudabilíssimo, Munificente).

Em seguida no último tashahud pede proteção a Allah do castigo infernal, do castigo do túmulo, e das tentações e atribulações da vida e da morte, e da aflição maldosa do anti-cristo, depois escolhe a súplica que quiser principalmente as que constam, dentre elas:

(Ó Allah, ajuda-me a lembrar-me de Ti, a sempre agradecer a Ti, e a adorar a Ti da melhor forma. Ó Allah eu tenho oprimido minha alma excessivamente, e não há ninguém que possa perdoar os pecados não ser Tu. Então me perdoa, pois o perdão vem de Ti, e tenha misericórdia de mim, pois em verdade Tu és o Perdoador, o Misericordioso).

Quanto ao primeiro tashahhud, levanta-se após o testemunho de fé para o terceiro rakat no zhuhr, asr, maghrib e ishá, e se enviar bênçãos sobre o Profeta ﷺ, é preferível; devido à generalidade dos ahadith a esse respeito, e em seguida levanta-se para o terceiro rakat.

Décima lição: Sunnates da oração

Dentre elas:

1- Prece de abertura.

2- Colocar a mão direita sobre a esquerda acima do peito, quando estiver em pé, antes do ruku e depois dele.

3- Levantar as mãos, com os dedos juntos e esticados até próximo aos ombros ou as orelhas, quando fizer o primeiro takbir, quando estiver a ir para o rukú, quando voltar do rukú e quando estiver a levantar após o primeiro tashahhud, isto é, para o terceiro rakat.

4- No rukú e na prostração, recitar mais de uma vez o tasbih.

5- Acrescentar à expressão: (rabbana wa laka al-hamd) depois de se levantar do rukú, e recitar acima de uma vez a prece de pedido de perdão entre as duas prostrações.

6- Colocar a cabeça no mesmo nível que a coluna, ao fazer o rukú;

7- Afastar os úmeros da parte lateral do corpo, a barriga das coxas, e as coxas das canelas durante a prostração.

8- Não assentar os antebraços ao chão, no momento da prostração;

9- A pessoa que observa a oração senta sobre a perna esquerda e coloca o pé direito erguido no primeiro Tashahud e entre as duas prostrações.

10- O Tawarúk no último Tashahud (testemunho) nas orações de quatro e três unidades (rakaat), que consiste em: sentar-se sobre as nádegas, colocar a perna esquerda por baixo da direita e manter o pé direito em posição vertical.

11- Apontar com o dedo indicador no primeiro e segundo tashahhud, desde o momento em que se senta até o final do tashahud, e movê-lo durante a súplica.

12- Enviar saudações e pedido de bênçãos para o Profeta Muhammad e sua família, para Abraão e sua família, após recitar o primeiro tashahud.

13- A súplica após o último Tashahud.

14- Recitar em voz audível na oração de Al-Fajr, na oração de Al-Jumaah, na oração dos dois Eids, na oração de Al-Istisqa, e nos primeiros dois rakates das orações de Al-Magrib e Al-Ishá.

15- Recitar em voz não audível nas seguintes orações: Az-Zhuhr, Al-Asr, no último rakát de Al-Magrib e nos dois últimos do Al-Isha.

16- Recitar alguma porção do Alcorão acima do Al-Fátiha; observando os restantes sunnates, principalmente aqueles que mencionamos. Dentre eles: o que se acrescenta à declaração (Rabbaná Walakal Hamdu), após se levantar do rukú, tanto para o Imam, o seguidor e o que ora sozinho, pois isso é uma sunnah. E dentre eles também: colocar as mãos sobre os joelhos com os dedos afastados durante o rukú.

Lição Onze: As invalidações da Oração

E são oito:

1- Falar propositadamente, com consciência e conhecimento, porém quando é feito por esquecimento e ignorância não nulifica;

2- Rir

3- Comer

4- Beber

5- Destapar parte da aura;

6- Desviar-se muito da direção da Quibla;

7- Mexer-se de forma contínua durante a oração.

8- Perda da pureza.

Décima segunda lição: Condições para validade da ablução

E são dez:

Ser muçulmano; ter juízo; ser lúcido; a intenção; a continuidade da sua validade, de modo que não se intencione interrompê-la até o término da sua ablução; a cessação do que obriga a ablução; o istinjá ou o istijmar antes da ablução; a água ser purificadora e lícita; remover o que impede a água de chegar à pele; e a entrada do horário da oração para aquele cuja impureza ritual é contínua.

Décima terceira lição: As obrigações da ablução

São seis:

Lavar o rosto — o que inclui o enxágue da boca (Madmadah) e a aspiração de água pelo nariz (Istinshaq) —, lavar as mãos até os cotovelos, passar a mão úmida por toda a cabeça — incluindo as orelhas —, lavar os pés até os tornozelos, seguir a ordem correta e realizar os atos sucessivamente (sem interrupção prolongada). Recomenda-se repetir a lavagem do rosto, das mãos e dos pés três vezes, assim como o enxágue da boca e a lavagem das narinas, sendo o obrigatório apenas uma vez. Quanto à limpeza da cabeça, não se recomenda a sua repetição, como demonstram os Hadiths autênticos.

Décima quarta lição: Aspectos que invalidam a ablução

São seis:

O que sai das duas vias, e a descarga excessiva e impura do corpo, e a perda da consciência, seja pelo sono ou por outro motivo, e tocar nas partes íntimas com a mão, seja na parte da frente ou de trás, sem barreira, e comer carne de camelo, e a Apostasia do Islam (Que Allah nos livre e aos muçulmanos desta ação).

Aviso importante: Quanto a questão de lavar o morto: O certo é que não anula a ablução, e esta é opinião da maioria dos sábios, por não ter provas sobre isso. Mas se a mão daquele que lava o corpo tocar o orgão sexual do morto sem nenhuma proteção, é obrigado a efetuar a ablução.

E é obrigatório para ele não tocar nos órgãos genitais do defunto, a não ser por detrás de uma barreira, e da mesma forma, tocar numa mulher não nulifica a ablução absolutamente - seja de forma prazerosa ou não, na opinião mais certa dos sábios - desde que não liberte nada; porque o Profeta - que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele - beijou algumas de suas esposas, em seguida foi observar salah sem ter feito ablução.

Quanto ao dizer de Allah - O Glorificado - nos dois versículos de An-Nissa e Al-Maida: {...ou se haveis tocado as mulheres...} [An-Nissá: 43] [Al-Maidah: 6] Portanto, refere-se a relações sexuais, segundo a mais correta das duas opiniões dos estudiosos, e esta é a opinião de Ibn Abbas, que Allah esteja satisfeito com ambos, e de um grupo dos predecessores e sucessores. Allah é o Responsável pelo sucesso.

Décima quinta lição: A adoção das condutas recomendáveis para todo muçulmano

Sinceridade; Honestidade; Castidade; Vergonha; Coragem; Generosidade; Lealdade; Abstinência de tudo quanto Allah proibiu; Bondade para com os vizinhos; Dar assistência aos necessitados, de acordo com as capacidades; E muitas outras práticas, plasmadas no Alcorão e nos Hadices sobre sua recomendação.

Décima sexta lição: A prática da educação islâmica

Dentre elas: Saudar com "Salam"; Afabilidade; Comer e beber com a mão direita; A menção do nome de Allah no início e o louvor a Ele na conclusão; O louvor a Allah após espirrar, e responder àquele que espirra se ele louvar a Allah; Visitar o doente; Acompanhar os funerais para a oração e o enterro; A educação islâmica ao entrar na mesquita ou casa e ao sair delas; durante a viagem; o bom comportamento com os pais, os parentes, os vizinhos, os idosos e as crianças; A felicitação pelo recém-nascido; A congratulação pelo casamento; Dar os pêsames a alguém assolado por alguma perda; E outros similares dentre os comportamentos islâmicos no vestir, despir e calçar.

Décima sétima lição: Advertência sobre a idolatria e outros pecados

Dentre eles: os sete pecados considerados destrutivos, que são: Associar Allah a qualquer outra coisa; O feitiço; Matar um ser humano, sem justa causa; Consumir dinheiro de juros; Consumir os bens dos órfãos; Fugir do campo de batalha; Acusar falsamente, as mulheres crentes e castas.

Dentre eles: Desobedecer aos pais; Cortar relações familiares; Testemunhar falsamente; Falsos juramentos; Incomodar os vizinhos; Injustiçar as pessoas nos seus bens, honra ou corpo; O consumo de intoxicantes; Os jogos de azar - que é o Maisir -; A maledicência; A intriga; E tudo quanto Allah e o seu Mensageiro - que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele - proibiram.

Décima oitava lição: Preparação do corpo do morto, a oração sobre ele e o seu enterro.

Eis os detalhes disso:

Primeiramente: é prescrito orientar o moribundo a dizer: “Lā ilāha illā Allāh” (Não há divindade digna de adoração senão Allah); pelas palavras do Profeta ﷺ: “Ensinai (lembrai, fazei repetir) aos vossos moribundos: Lā ilāha illa Allāh (Não há divindade digna de adoração senão Allah).”[7] Narrado por Muslim no seu livro; E o que se entende por 'os mortos' neste hadith são os moribundos, ou seja, aqueles em quem se manifestaram os sinais da morte. [7] Narrado por Muslim (916-917).

Segundo: Quando certifica-se da sua morte, fecha-se seus olhos e amarra-se parte do queixo junto com a cabeça, por ter sido relatado na Sunnah.

Terceiro: É obrigatório lavar o morto muçulmano, exceto o mártir da batalha, pois ele não é lavado e a oração fúnebre não é oferecida por ele, mas sim é enterrado nas suas roupas; Porque o Profeta, que a paz e bênçãos de Allah estejam com ele, não lavou os mortos de Uhud, e a oração fúnebre não foi oferecida por eles.

Quarto: Descrição do banho ao morto: Cobre-se sua aura; depois, levanta-se o corpo um pouco e massagea-se de forma leve a sua barriga; em seguida, aquele que lava enrola um pano ou algo semelhante na sua mão para com ele limpar as suas partes íntimas; depois, faz-se-lhe a ablução igual à ablução para a oração; em seguida, lava-se a sua cabeça e a sua barba com água e sidr ou algo semelhante; depois, lava-se o seu lado direito, e de seguida o esquerdo; depois, lava-se o corpo da mesma forma uma segunda e terceira vez, passando em cada vez a mão sobre a sua barriga. Se alguma impureza sair, lava-se o local e veda-se com algodão ou algo semelhante; e se não for suficiente para vedar, usa-se argila pura ou meios da medicina moderna, como adesivos e semelhantes.

e repete-se a ablução; caso não esteja limpo com três, aumenta-se para cinco, ou para sete; em seguida enxuga-o com um pano; aplica-se o perfume nas narinas, e nos locais que tocam o chão ao prostrar, mas se perfumar o corpo inteiro, é melhor; perfuma-se a mortalha com bakhur; se os seus bigodes ou unhas estiverem compridos, apara-se, e se deixar de o fazer, não há mal nisso; não se pentea seu cabelo, não se rapa os seus pêlos púbicos, nem se o circuncida; por falta de evidência para tal; e se for mulher faz-se três tranças em seu cabelo e coloca-se nas suas costas.

Quinto: Procedimentos ao vestir a mortalha

O melhor é que o homem seja amortalhado em três panos brancos, sem camisa nem turbante, assim como foi feito com o Profeta - que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele -, sendo envolvido neles. Porém, se for amortalhado com camisa, izar e lifafah, não há nenhum problema.

A mulher é amortalhada em cinco panos: um Diraa, um lenço, um Izár e dois panos. O menino é vestido com um pano ou até três panos, e a menina é vestida com uma camisa e dois panos.

O obrigatório para todos é um pano que cubra todo o corpo do defunto, porém, se o defunto for um muhrim, ele deve ser lavado com água e sidr, e enrolado em seu izar e rida ou em outros panos; não se cobre a sua cabeça nem o seu rosto, e não se lhe aplica perfume; pois será ressuscitado no Dia da Ressurreição pronunciando talbiah, conforme consta no hadith autêntico do Mensageiro de Allah - que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele -. E se a muhrim for uma mulher, ela é enrolada na mortalha como as outras, porém não é perfumada, seu rosto não é coberto com um niqab, nem suas mãos com luvas, mas seu rosto e suas mãos são cobertos com a mortalha na qual foi enrolada, conforme explicado anteriormente sobre a maneira de enrolar a mulher na mortalha.

Sexto: As pessoas com mais direitos de dar o banho, realizar a oração fúnebre e o enterro.

O que for citado em testamento; em seguida o pai; em seguida o avô; e depois os familiares do lado paterno mais próximos, no caso de um homem.

A pessoa com mais prioridade para lavar a mulher [falecida] é aquela que ela tenha designado em testamento; depois sua mãe, depois sua avó, e então a parente feminina mais próxima, seguindo a ordem de parentesco. É permitido que os cônjuges lavem um ao outro, pois Al-Siddiq (Abu Bakr), que Allah esteja satisfeito com ele, foi lavado por sua esposa, e porque Ali, que Allah esteja satisfeito com ele, lavou sua esposa Fátima, que Allah esteja satisfeito com ela.

Sétimo: Descrição da oração fúnebre:

Faz-se o takbir quatro vezes, recitando-se após o primeiro a surat Al-Fátiha, e se recitar com ela uma surata curta ou um ou dois versículos é louvável, como consta num Hadith autêntico narrado por Ibn Abbás - que Allah esteja satisfeito com ele -, depois faz-se o segundo takbir e envia-se saudações para o Profeta - que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele - como se faz no tashahhud, depois faz-se o terceiro takbir e diz-se: (Ó Allah, perdoa os nossos vivos e nossos mortos, os presentes e os ausentes, os nossos pequenos e os nossos idosos, os homens e as mulheres. Ó Allah, quem Tu mantiveres vivo dos nossos, mantenha-o vivo no Islam, e quem Tu o levares dos nossos, deixa-o morrer na Fé. Ó Allah, perdoa-lhe, e tem misericórdia dele, desculpa-o e perdoa-lhe, faça honrável sua recepção, expanda sua entrada, e lava-o com água, neve e gelo, e purifica-o dos pecados assim como é purificada a roupa branca da sujeira. E troca sua casa por uma casa melhor, e sua família por uma família melhor, e faça com que entre no Paraíso, e protege-o do castigo do túmulo e do castigo infernal. Torne espaçoso e ilumine seu túmulo. Ó Allah, não nos prive da sua recompensa e não nos desvie após ele.) Em seguida faz o quarto takbir e faz uma saudação à sua direita.

É recomendável que se levante as mãos a cada takbir; se o morto for uma mulher, diz-se: (Ó Allah perdoe a ela ...) etc.; se for corpo de duas pessoas, diz-se: (Ó Allah perdoe os dois ...) etc.; e no plural, se forem mais, diz-se: (Ó Allah perdoe a eles ...) etc. Mas, se for um menor, diz-se em vez da súplica por seu perdão: (Ó Allah, faz dele uma grande recompensa, e uma provisão aos seus pais, e também um intercessor, que seja aceito. Ó Allah, através dele faça a balança de seus pais pesada para o lado do bem, e aumenta através dele as suas recompensas, e junte-o com os crentes virtuosos, e coloca-o sob os cuidados de Abraão, e protege-o em Tua misericórdia do fogo infernal.)

É sunnah o imám parar próximo da cabeça do homem, e no meio da mulher. Caso seja mais de um morto, o homem fica logo a seguir ao imám caso se juntarem os jana'iz, enquanto que a mulher do lado da quibla. E se existirem crianças, coloca-se as crianças (rapazes) antes das mulheres, depois as mulheres e por fim as crianças (meninas). A cabeça da criança (rapaz) fica na posição da cabeça do homem, a parte do meio da mulher fica na posição da cabeça do homem, assim como a cabeça da criança (menina) na posição da cabeça da mulher, e a sua parte do meio na posição da cabeça do homem. Os demais ficam atrás do imám, exceto para quem não consiga lugar, poderá ficar do lado direito do imám.

Oitavo: Descrição do enterro do morto

O recomendado é que se aprofunde a cova até a altura da cintura de um homem médio, e que nela haja um nicho lateral voltado para a Qibla. O falecido deve ser colocado no nicho sobre o seu lado direito, e os nós do sudário devem ser desatados, mas não removidos — eles são deixados no lugar. O rosto do falecido não deve ser descoberto, seja homem ou mulher. Em seguida, colocam-se tijolos de barro sobre o nicho, vedando-os com lama para que fiquem firmes e protejam o corpo da terra. Se não houver tijolos de barro disponíveis, utilizam-se outros materiais como placas, pedras ou madeira para protegê-lo da terra. Depois, a terra é lançada sobre ele. É recomendável dizer nesse momento: "Em nome de Allah e sobre a religião do Mensageiro de Allah". O túmulo deve ser elevado cerca de um palmo acima do solo, colocando-se cascalho sobre ele, se possível, e borrifando-o com água.

Recomenda-se que os acompanhantes permaneçam junto ao túmulo e supliquem para o falecido; porque o Profeta - que a paz e bênçãos de Allah esteja sobre ele - quando terminava de enterrar o morto ficava em pé ao lado do túmulo, e dizia: «Peçam o perdão a Allah para o vosso irmão (falecido), e orai pela sua firmeza; porque ele está sendo interrogado agora.»[8]. [8] Narrado por Abu Daud (3221) e Hákim (399-3).

Nono: E é prescrito para quem não realizou a oração fúnebre sobre ele que a realize após o sepultamento;

Porque o Profeta - Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele - fez isso, desde que seja dentro de um mês ou menos, pois se o período for superior a isso, a oração sobre a campa não é prescrita; porque não foi relatado do Profeta - Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele - que ele orou sobre uma campa após um mês do enterro do falecido.

Décimo: Não é permitido aos familiares do falecido que preparem comida para as pessoas; Conforme a declaração de Jarir filho de Abdullah al-Bajali, o ilustre Companheiro (que Allah esteja satisfeito com ele): “Costumávamos considerar o encontro com a família do falecido e fazer comida após o enterro como lamento.”[9] Narrado por Imam Ahmad numa cadeia narrativa boa, [9] Narrado por Ibn Májah (1612) e Ahmad (2-204).

Quanto a preparar comida para eles, ou para os seus convidados, não há mal nisso, e é prescrito aos seus parentes e vizinhos que preparem comida para eles; porque o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), quando lhe chegou a notícia da morte de Jaafar filho de Abi Talib (Que Allah esteja satisfeito com ele) em Sham, ordenou à sua família que preparassem comida para a família de Jaafar, e disse: «Certamente, lhes chegou o que os ocupa»[10]. [10] Muslim (976), An-Nassáí (2034), Abú Daud (3234), Ibn Majah (1569), e Ahmad (441-2).

Não há mal em que a família do falecido convide seus vizinhos, ou outros, para comer da comida que lhes foi oferecida, e, pelo que sabemos da lei religiosa, não há um limite de tempo para isso.

Décimo primeiro: Não é permitido à mulher guardar luto por um morto por mais de três dias, exceto pelo seu marido.

Pois ela deve guardar luto por ele durante quatro meses e dez dias, a menos que esteja grávida, caso em que o luto termina com o nascimento do bebê, conforme estabelecido na Sunnah autêntica do Profeta, que a paz e bênçãos de Allah estejam com ele.

Quanto ao homem, não lhe é permitido observar o luto por nenhum parente ou outrem.

Décimo segundo: É recomendado aos homens visitar os túmulos de tempos em tempos para suplicar por eles, pedir misericórdia para eles, e recordar a morte e o que vem depois dela;

Pelo dito do Profeta ﷺ: «Visitem os túmulos, pois isso vos lembra da Outra Vida»[11] Narrado por Muslim em seu Sahih. [11] Narrado por Ibn Májah (1569) e classificado como autêntico por Al-Albani.

O profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) ensinava os seus companheiros a dizerem, quando visitassem os túmulos: "Ó crentes e muçulmanos, moradores deste lugar, que a paz esteja convosco! Se Allah quiser, juntar-nos-emos a vós. Rogamos a Allah por segurança para nós e para vós. Que Allah tenha misericórdia daqueles que partiram antes de nós e daqueles que vierem mais tarde." [12] Narrado por Muslim (975).

Quanto às mulheres, não lhes é permitida a visita aos túmulos; pois o Mensageiro ﷺ amaldiçoou as visitantes dos túmulos, e porque se teme, da sua visita, a aflição e a pouca paciência. Da mesma forma, não lhes é permitido seguir os funerais até ao cemitério; pois o Mensageiro ﷺ as proibiu disso. A oração fúnebre na mesquita, ou no local de oração, é legislada para os homens e para as mulheres.

​"Isto é o que foi possível reunir [sobre o assunto] até o momento." E que a paz e bênçãos estejam sobre o nosso profeta Muhammad, sua família e seus companheiros.