منهج إعداد الدعاة

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Nível 1 do Currículo de Formação de Pregadores

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Nível 1 do Currículo de Formação de Pregadores

Primeira unidade

Por que o Islam?

Por que escolhemos o Islam como religião?

Introdução:

"Quando perguntamos 'Por que escolhemos o Islam como religião?', estamos perguntando sobre o motivo de adotarmos essa religião como um caminho para nossas vidas. O Islam é mais do que apenas rituais ou atos de adoração; é um sistema completo que rege a vida humana em todos os seus aspectos – espiritual, físico e mental. É a religião que está em harmonia com a natureza humana e responde às grandes questões que intrigam cada ser humano: quem somos? Por que fomos criados? E o que acontece após a morte?"

O Islam, a religião que vai de acordo com a natureza humana

O Islam está em perfeita harmonia com a natureza humana na qual Allah criou as pessoas. Allah, o Altíssimo, diz: "Volta teu rosto para a religião monoteísta, a natureza de Allah, segundo a qual Ele criou a humanidade." (Ar-Rum, 30:30) Essa natureza é o sentimento interior que leva o ser humano a acreditar em Allah, em Sua existência, e que Ele é o Criador e o Provedor. O Islam não se opõe à razão ou à lógica; pelo contrário, fortalece-as e oferece respostas claras sobre nossa existência e propósito na vida. Como Allah, o Altíssimo, também diz: "E não criei os gênios e os seres humanos, excepto para Me adorar." (Surat Az-Zariyat, 51:56) Essa adoração é a realização do propósito da existência e não se limita apenas à oração (Salah) e ao jejum, mas abrange todos os aspectos da vida, a partir de ações, relações com os outros e até mesmo a reflexão em torno do universo.

Monoteísmo: A Base da Crença Islâmica

"Um dos principais princípios sobre os quais o Islam se fundamenta é o monoteísmo, ou seja, a crença em um único Allah e sem parceiros. Essa ideia simples e essencial liberta o ser humano da servidão à criação e o conecta diretamente ao seu Criador. Allah, o Altíssimo, diz: 'Diz: Ele é Allah, o Único. Allah, o Independente.' (Surat Al-Ikhlas, 112:1-2) O Islam incentiva a direcionar todas as formas de adoração e intenções exclusivamente a Allah, libertando o ser humano das correntes do medo de outras pessoas ou de outras criaturas. O Profeta, que a paz esteja com ele, disse: 'Quem morrer sabendo que não há divindade além de Allah entrará no Paraíso.' (Relatado por Muslim)

O Islam: Religião da Misericórdia e da Justiça

"O Islam convoca à misericórdia e à justiça em todas as interações humanas. Allah, o Altíssimo, se descreve no Alcorão como 'o Misericordioso, o Clemente' e incentiva o muçulmano a ser misericordioso, não apenas com outros seres humanos, mas com todos seres vivos. O Profeta, que a paz esteja com ele, disse: 'Os misericordiosos serão cobertos pela misericórdia do Misericordioso. Sejam misericordiosos com os que estão na Terra, e Aquele que está no céu será misericordioso com vocês.' (Relatado por At-Tirmidhi) Além disso, a justiça é um valor fundamental no Islam, pois Allah ordena a prática da justiça em tudo, até mesmo com aqueles com quem discordamos. Allah, o Altíssimo, diz: 'Certamente, Allah ordena a justiça e a bondade.' (An-Nahl, 16:90)"

O Alcorão: Orientação Completa e Permanente

"O Nobre Alcorão é o livro sagrado no Islam; é a palavra de Allah revelada ao Profeta Muhammad, que a paz esteja com ele. O Alcorão se destaca por ser uma orientação completa para toda a humanidade, oferecendo diretrizes para todos os aspectos da vida. Allah, o Altíssimo, diz: 'Este Alcorão guia para o que é mais reto.' (Surat Al-Isra, 17:9) O Alcorão não é apenas um texto espiritual, mas contém instruções sobre como lidar com o dinheiro, a família, a moral e todos os assuntos relacionados à vida humana. Entre os seus milagres está o fato de que nunca foi alterado ou corrompido ao longo do tempo, permanecendo como uma orientação viva para todos os que buscam a verdade."

O Equilíbrio entre a Vida Terrena e a Vida do Além

"O Islam oferece um sistema de vida equilibrado; ele não exige que a pessoa se isole da vida terrena, nem que se afunde em seus prazeres. Pelo contrário, convida à moderação e ao aproveitamento das bênçãos de Allah, mantendo a espiritualidade. Allah, o Altíssimo, diz:" "E busca, com aquilo que Allah te deu, a morada da outra vida, e não te esqueças de tua porção neste mundo." (Surat Al-Qassas, 28:77) Com esse conceito, o Islam proporciona felicidade ao ser humano nesta vida sem que ele perca a direção em relação à vida eterna. O Islam incentiva o trabalho e o esforço neste mundo, mantendo uma forte relação com Allah por meio da adoração.

O Islam: Religião da Igualdade e Dignidade

"O Islam estabelece o princípio de igualdade entre os seres humanos, independentemente de raça, cor ou língua. O Profeta, que a paz esteja com ele, disse em seu Sermão de Despedida: 'Não há superioridade de um árabe sobre um não-árabe, nem de um não-árabe sobre um árabe, nem de um branco sobre um negro, nem de um negro sobre um branco, exceto pela piedade.' (Relatado por Ahmad)

Conclusão:

"O Islam é uma religião completa que orienta a vida humana em direção à felicidade e ao sucesso, tanto nesta vida quanto na outra. É a religião da natureza humana, que está em harmonia com a essência do ser humano, uma religião de misericórdia e justiça, que equilibra as necessidades do corpo e da alma. Através do monoteísmo e da crença em um único Deus, o Islam oferece ao ser humano respostas satisfatórias para suas questões existenciais, proporcionando-lhe tranquilidade e paz interior. O Islam é a religião que organiza a vida de forma sábia e equilibrada, trazendo ao crente felicidade tanto neste mundo quanto no além. Por isso, escolhemos o Islam como religião: porque é a religião da verdade, da natureza humana e da misericórdia."

Nível 1 do Currículo de Formação de Pregadores

Segunda Unidade

O Islam é a religião de todos os profetas?

Introdução:

Os profetas são mensageiros de Allah para a humanidade, enviados por Allah, o Altíssimo, para transmitir Sua mensagem e guiar a humanidade ao caminho reto. O que une todos os profetas, de Adam a Muhammad (que a paz esteja com ele), é uma única mensagem cujo núcleo é o monoteísmo; isto é, a crença em um único Deus sem parceiros. Todos os profetas vieram para convidar seus povos a adorar somente a Allah e abandonar a adoração de ídolos ou qualquer parceiro associado a Ele. O Islam, que significa submissão a Allah através da obediência e devoção somente a Ele, foi a religião de todos os profetas ao longo das eras, ainda que as leis e práticas religiosas tenham variado de acordo com o tempo e lugar.

1- O Islam: A religião de todos os profetas

O Islam, em seu sentido geral, não é uma religião limitada ao profeta Muhammad (que a paz esteja com ele), mas sim a mensagem de monoteísmo com a qual Allah enviou todos os profetas. Islam significa submissão e entrega a Allah, e foi isso que caracterizou cada profeta de Allah. Allah, o Altíssimo, disse: "Certamente, a religião perante Allah é o Islam." [Áli-Imran, 19].

Este versículo confirma que a religião que Allah escolheu para toda a humanidade é o Islam, que exige a fé em Allah, Sua Unicidade e obediência aos Seus mandamentos. Todos os profetas foram muçulmanos no sentido amplo da palavra, pois chamavam para a adoração exclusiva a Allah e rejeitavam a idolatria e o politeísmo.

2. A mensagem do monoteísmo: o cerne do convite dos profetas

A crença no monoteísmo é o alicerce de todas as mensagens dos profetas. Todos os profetas foram enviados aos seus povos para chamá-los a adorar somente a Allah e abandonar a adoração de ídolos ou de qualquer outra criatura. Allah, o Altíssimo, disse: "E não enviamos antes de ti mensageiro algum sem que lhe revelássemos que não há Deus senão Eu; adorai-Me." [Surat Al-Ambiya, 25].

Através deste versículo, vemos que a mensagem de cada mensageiro sempre foi a mesma: "Não há outro Deus senão Allah."

Por exemplo, o chamado de Núh (que a paz esteja com ele) foi claro nesse sentido, quando ele disse ao seu povo: "Ó meu povo, adorai a Allah; não tendes outro Deus além d'Ele." Al-A'ãraf:59

Da mesma forma foi o convite de Abraão, Moisés, Jesus e Muhammad (que a paz esteja com todos eles). Todos eles chamaram para a mesma crença: o monoteísmo.

3. Abraão (que a paz esteja com ele): o pai dos profetas e o chamado ao monoteísmo

Abraão (que a paz esteja com ele) é o pai dos profetas. Allah, exaltado seja, o escolheu para Sua mensagem de monoteísmo, e seu chamado consistiu em combater a adoração de ídolos e direcionar as pessoas para a adoração ao único Allah.

Allah, o Altíssimo, disse sobre Abraão: "Certamente, Abraão era uma nação devota a Allah, inclinado à verdade, e não era dos idólatras." [ An-Nahl, 120].

Abraão foi o exemplo do profeta muçulmano que se submeteu somente a Allah e não associou nada a Ele. Ele construiu a Ka'ãba junto com seu filho Ismail (que a paz esteja com ambos) para que fosse um local de adoração exclusiva a Allah. Abraão enfrentou seu pai e seu povo com muita coragem quando eles adoravam ídolos, e lhes dizia: "Certamente, eu estou livre do que vocês adoram, Excepto Aquele que me criou, pois Ele me guiará." [Surat Az-Zukhruf, 26-27].

Esses versículos esclarecem que o chamado de Abraão era o monoteísmo e o afastamento da idolatria.

4. Moisés e Jesus (que a paz esteja com eles): o mesmo chamado ao monoteísmo.

Moisés e Jesus (que a paz esteja com eles) também estão entre os maiores profetas enviados por Allah, e sua mensagem foi a mesma mensagem de monoteísmo. Moisés (que a paz esteja com ele) trouxe a mensagem de monoteísmo para os filhos de Israel, exortando-os a adorar somente a Allah, e combateu a adoração ao bezerro em que seu povo havia caído. Allah, o Altíssimo, disse: "E quando Moisés disse ao seu povo: 'Ó meu povo, verdadeiramente vocês cometeram uma injustiça contra si mesmos ao adotar o bezerro; então, arrependam-se para o seu Criador.'" [Surat Al-Baqarah, 54].

Quanto a Jesus (que a paz esteja com ele), ele veio para renovar o chamado ao monoteísmo para os filhos de Israel, após terem se desviado da adoração a Allah. Deus, o Altíssimo, disse por meio de Jesus: "Certamente, Allah é meu Senhor e vosso Senhor; adorai-O, pois. Este é o caminho reto." [Surat Maryam, 36].

Jesus não trouxe uma nova mensagem que contradissesse o chamado de Moisés ou Abraão; ao contrário, seu chamado foi uma confirmação do monoteísmo, da adoração exclusiva a Allah.

5. Muhammad (que a paz esteja com ele): o último dos profetas e a mensagem final de monoteísmo.

O profeta Muhammad (que a paz esteja com ele) veio como o último dos profetas e mensageiros, e sua missão é a conclusão daquilo que foi trazido pelos profetas anteriores. Allah, o Altíssimo, disse: "Muhammad não é pai de nenhum de vossos homens, mas o Mensageiro de Allah e o selo dos profetas." [Surat Al-Ahzab, 40].

A mensagem do profeta Muhammad foi uma confirmação e renovação da mensagem de monoteísmo com a qual Allah enviou todos os profetas. Ele (que a paz esteja com ele) disse: "O meu exemplo e o dos profetas que vieram antes de mim é como o de um homem que construiu uma casa, tornando-a bela e harmoniosa, excepto por um espaço de um tijolo em um canto. As pessoas então passavam por ela e admiravam-na, dizendo: 'Por que não colocas este tijolo?' Eu sou esse tijolo, e eu sou o último dos profetas." (Narrado por Al-Bukhari).

E deste modo, a mensagem do profeta Muhammad foi uma continuidade do chamado dos profetas anteriores, e o Qur'án veio para confirmar que todos os profetas chamaram para a mesma crença.

Conclusão

Todos os profetas, de Adam a Muhammad (que a paz esteja com ele), carregavam a mesma mensagem fundamental: adorar somente a Allah, sem parceiros. O Islam, em seu sentido geral, que significa submissão a Allah, é a religião de todos os profetas. O convite ao monoteísmo foi o núcleo que uniu todos os profetas, e Allah os enviou a todos para serem guias da humanidade em direção à verdade. O Islam é a religião que unificou a mensagem dos profetas e a tornou contínua ao longo do tempo. É a religião que reúne todas as mensagens divinas na unificação do Criador supremo, orientando a humanidade para a adoração a Deus e o cumprimento de Seus mandamentos.

Nível 1 do Currículo de Formação de Pregadores

Terceira unidade

Os dois testemunhos e seus significados:

Introdução:

As duas declarações de fé são o primeiro pilar do Islam e representam a entrada fundamental de uma pessoa na religião islâmica. As declarações de fé incluem duas afirmações importantes: a declaração de que não há Deus além de Allah e a declaração de que Muhammad é o mensageiro de Allah. Essa declaração não é apenas composta de palavras ditas, mas é um compromisso completo com seus significados e impactos. As duas declarações de fé são a essência da crença islâmica, pois expressam a unicidade de Allah e a fé na profecia de Muhammad, que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele. Nesta sessão, vamos falar sobre o significado das duas declarações de fé (a Shahada) e sua importância na vida do muçulmano.

Declaração de que não há divindade além de Allah: o significado da unicidade

A declaração de que "não há divindade além de Allah" é a primeira das duas declarações de fé, e significa reconhecer a unicidade de Allah, exaltado seja, e que não há outro que merece ser adorado verdadeiramente excepto Allah. Esta declaração resume a crença islâmica em duas palavras, mas carrega significados profundos. Allah, o Altíssimo, diz:

E vosso Deus é Allah Único. Não existe divindade senão Ele, O Misericordioso, O Misericordiador. Al Baqarah:163

A declaração de que "não há divindade além de Allah" significa que o muçulmano reconhece que não existe Criador ou Controlador do universo além de Allah, e que ninguém mais merece adoração a não ser Ele.

Esta declaração nega todas as formas de politeísmo, seja na adoração de ídolos, seres humanos ou qualquer outra entidade. Allah, o Altíssimo, diz: Diz: Ele é Allah, o Único (1) Allah, o Independente(2) Ele não gera e não é gerado (3) E não há ninguém que seja igual a Ele (4) [Al-Ikhlas: 1-4].

A declaração da unicidade faz com que o muçulmano se volte de todo o coração para Allah somente em todos os aspectos de sua vida, seja na adoração, no trabalho ou na ética.

2. Declaração de que Muhammad é o Mensageiro de Allah: a crença na mensagem.

A segunda declaração é a de que "Muhammad é o Mensageiro de Allah", o que significa acreditar que Muhammad bin Abdullah, que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele, é o último dos profetas e mensageiros, e que ele foi enviado por Allah, exaltado seja, para guiar a humanidade. Allah, o Altíssimo, disse: Muhammad é o Mensageiro de Allah [Al-Fath: 29]

Esta declaração obriga o muçulmano a seguir a Sunnah do Profeta, que é a interpretação prática do Qur'án, uma vez que o Profeta, que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele, é o exemplo ideal na aplicação dos comandos e leis de Allah. Allah, o Altíssimo, disse: De facto, no Mensageiro de Allah, há para vós um excelente exemplo. Al-Ahzáb: 21

Seguir o Profeta Muhammad, que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele, é uma parte essencial da crença islâmica, o que significa que o muçulmano segue os ensinamentos que ele trouxe, seja na adoração, na ética, nas transações ou em outros aspectos.

3. As duas declarações: um compromisso prático e espiritual.

As duas declarações não são apenas palavras que uma pessoa pronuncia com a língua, mas são um compromisso prático e espiritual que afeta toda a vida do muçulmano. A declaração de que "não há divindade além de Allah" significa que a pessoa deve adorar a Allah exclusivamente e se submeter a Ele em todas as questões, além de confiar n’Ele e se voltar a Ele com súplica e esperança. Isso também significa que o muçulmano deve evitar tudo o que contraria a unicidade, como a associação (shirk) e as inovações (bid'ah).

Quanto à declaração de que "Muhammad é o Mensageiro de Allah", significa que o muçulmano deve se comprometer a seguir os ensinamentos do Profeta, que a paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele, e imitá-lo em sua vida. O Profeta, que a paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse: "Todos da minha comunidade entrarão no Paraíso, excepto aqueles que se recusarem." Perguntaram: "E quem se recusa, ó Mensageiro de Allah?" Ele respondeu: "Aquele que me obedece entrará no Paraíso, e aquele que me desobedece se recusou." (Relatado por Al-Bukhari).

Esta declaração obriga o muçulmano a agir de acordo com as orientações e a ética que o Profeta trouxe, evitando tudo aquilo que ele proibiu.

4. O impacto das duas declarações na vida do muçulmano.

As duas declarações têm um impacto significativo na vida do muçulmano, tornando-se a base sobre a qual ele constrói todas as suas ações e palavras. A unicidade (tawhid) proporciona ao muçulmano tranquilidade, pois ele sabe que Allah é o governante de todas as coisas e que não precisa de intermediários entre ele e seu Criador. Allah, o Altíssimo, disse: Atenção! É com a lembrança de Allah que os corações encontram a paz. [Ar-Ra'd: 28].

Esse sentimento de confiar em Allah alivia a ansiedade e o medo do futuro, tornando o muçulmano mais capaz de enfrentar os desafios da vida.

Por outro lado, a crença na mensagem de Muhammad, que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele, faz com que o muçulmano siga um caminho claro em sua vida, guiado pelo Alcorão e pela Sunnah. Essa mensagem não se limita apenas às práticas de adoração, mas abrange todos os aspectos da vida, incluindo ética, transações e relações sociais. O muçulmano que testemunha que Muhammad é o Mensageiro de Allah se compromete com os altos valores morais que o Profeta defendia, como a honestidade, a confiança e a bondade para com os outros.

5. As duas declarações: Chave para o Paraíso.

As duas declarações são a chave para entrar no Paraíso e para a salvação na vida após a morte. O Profeta, que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele, disse: "Quem disser: Não há divindade além de Allah, entrará no Paraíso." (Relatado por Muslim).

Além disso, as duas declarações protegem a pessoa da eternidade no fogo do inferno no Dia do Juízo, se ela for sincera em sua fé e agir de acordo com o que essas declarações implicam em termos de ações e ética. O Profeta, que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele, disse: "Quem morrer sabendo que não há divindade além de Allah, entrará no Paraíso." (Relatado por Muslim).

Portanto, as duas declarações não são apenas palavras que são ditas, mas são um pacto entre o servo e seu Senhor, que exige que ele aja de acordo com o que o Islam trouxe em termos de unicidade e em seguir a Sunnah do Profeta.

Conclusão:

As duas declarações são o pilar fundamental do Islam e a entrada para a religião islâmica. A declaração de que "não há divindade além de Allah" afirma a unicidade de Allah e rejeita todas as formas de associacionismo, enquanto a declaração de que "Muhammad é o Mensageiro de Deus" obriga o muçulmano a seguir os ensinamentos do Profeta, que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele. As duas declarações não são apenas palavras, mas carregam significados profundos que obrigam a pessoa a se submeter completamente a Allah e a seguir os costumes do Seu Mensageiro. Através das duas declarações, o muçulmano alcança a tranquilidade emocional e felicidade na vida, além de esperar pela vitória no Paraíso e pela salvação na vida após a morte.

Nível 1 do Currículo de Formação de Pregadores

Quarta unidade

Os Pilares do Islam

Introdução:

O Islam é uma religião abrangente que rege a vida humana em seus diversos aspectos. Para realizar esse sistema integrado, Allah, glorificado e exaltado seja, estabeleceu cinco pilares fundamentais sobre os quais o Islam se sustenta. Esses pilares são a base sobre a qual se fundamenta a fé do muçulmano e suas práticas religiosas. Os pilares do Islam representam as adorações e os principais deveres que todo muçulmano deve cumprir como parte de seu compromisso com o Islam. Neste estudo, abordaremos esses cinco pilares em detalhe, explicando seu papel na construção de uma personalidade islâmica equilibrada.

1. A Shahada (Declaração de Fé): O Primeiro Pilar do Islam

O primeiro pilar do Islam é a Chahada, que consiste na declaração de que "não há divindade digna de adoração além de Allah, e que Muhammad é o Mensageiro de Allah." A Chahada é a porta de entrada para o Islam; quem deseja abraçar a religião islâmica deve pronunciar o Shahada com sinceridade e convicção.

A declaração de "não há divindade digna de adoração além de Allah" significa reconhecer a unicidade de Allah, glorificado e exaltado seja, e rejeitar qualquer parceiro ou associado a Ele. Somente Allah é digno de adoração. Allah, o Altíssimo, diz: "E não lhes foi ordenado senão que adorassem a Allah, com devoção sincera, sendo monoteístas." [Al-Bayyina: 5]

Quanto à declaração de que "Muhammad é o Mensageiro de Allah", significa crer que Muhammad (que a paz e as bênçãos estejam com ele) é o selo dos profetas, enviado por Allah para guiar a humanidade. Essa declaração obriga o muçulmano a seguir a Sunnah do Profeta e a praticar os ensinamentos que ele trouxe.

O Profeta, que a paz e as bênçãos estejam com ele, disse: "O Islam foi composto sobre cinco [pilares]: a declaração de que não há divindade digna de adoração além de Allah, e que Muhammad é o Mensageiro de Allah..." (Relatado por Al-Bukhari)

2. A Oração (Salat): A Conexão entre o Servo e seu Senhor

A oração é o segundo pilar do Islam e o mais importante ato de adoração após o Shahada. A oração representa a relação direta entre o servo e seu Criador, pois o muçulmano se coloca cinco vezes ao dia diante de Allah, em humildade e súplica. Allah, o Altíssimo, diz: "Certamente, o Saláh foi prescrito aos crentes em tempos determinados." [An-Nissá, 103]

A oração não é apenas um ritual, mas um meio de alcançar tranquilidade mental e espiritual. A oração é um lembrete diário para o muçulmano direcionar seu coração e sua mente a Allah, mantendo uma conexão espiritual contínua entre o ser humano e seu Senhor. Além disso, a oração educa o muçulmano na disciplina e na organização do tempo, e o incentiva a afastar-se dos pecados, pois Allah, o Altíssimo, disse: "Por certo, a oração impede da obscenidade e do condenável." [Al-Ankabut, 45]

3. Zakat: Purificação da Riqueza e da Alma

A Zakat é o terceiro pilar do Islam, sendo uma obrigação financeira que exige que o muçulmano dedique uma certa percentagem de sua riqueza em benefício dos pobres e necessitados. A Zakat não é apenas um imposto, mas um meio de purificar a alma da avareza e da mesquinhez, promovendo no muçulmano um sentimento de solidariedade com os outros. Allah, o Altíssimo, diz: "Toma de suas riquezas uma caridade, para purificá-los e limpá-los por meio dela." [At-Tawba, 103]

A Zakat contribui para alcançar o equilíbrio social, ajudando a suprir as necessidades dos pobres e a reduzir a disparidade entre ricos e pobres. Através da Zakat, o muçulmano sente a responsabilidade para com a sociedade, e a riqueza torna-se um meio de bondade e bênção.

O Zakat não é uma doação opcional, mas uma obrigação religiosa para todos aqueles que possuem uma quantia mínima de riqueza (nisab) durante um ano lunar. O Profeta, que a paz e as bênçãos estejam com ele, disse: "Quem paga a Zakat de sua riqueza afasta dela o mal." (Relatado por Ibn Majah)

4. O Jejum (Sawm): Refinamento da Alma e Aproximação de Allah

O jejum é o quarto pilar do Islam e ocorre no abençoado mês do Ramadan. O jejum não é apenas a abstenção de comida e bebida, mas um exercício espiritual e físico que visa alcançar a consciência de Allah e Sua vigilância, além de refinar a alma e fortalecer a vontade. Allah, o Altíssimo, diz: "Ó vós que credes! Foi-vos prescrito o jejum, como foi prescrito aos que vieram antes de vós, para que alcanceis a piedade." [Al-Baqarah, 183]

Através do jejum, o muçulmano sente o sofrimento dos pobres e necessitados, aprendendo a paciência e o autocontrole sobre seus desejos. O jejum é uma oportunidade de arrependimento e aproximação de Allah, em que o muçulmano intensifica suas práticas de adoração e obediência. O Profeta, que a paz e as bênçãos estejam com ele, disse: "Quem jejuar no Ramadan com fé e buscando recompensa, terá seus pecados anteriores perdoados." (Relatado por Al-Bukhari)

O jejum proporciona ao muçulmano uma pureza espiritual e física, além de fortalecer o sentimento de solidariedade com a comunidade, participando dessa adoração coletiva.

5. A Peregrinação (Hajj): A Jornada de Fé e Monoteísmo

A peregrinação é o quinto pilar do Islam e é uma obrigação para todo muçulmano adulto, são e capaz de realizar essa grande adoração. Allah, o Altíssimo, diz: "E proclama aos homens a peregrinação: virão a ti a pé e sobre toda montaria magra, vindo de todo vale profundo." [Al-Hajj, 27]

A peregrinação é uma jornada espiritual que reúne muçulmanos de todas as partes do mundo em um único lugar, para realizar rituais que expressam a unidade da nação islâmica e sua humildade diante de Allah. Durante o Hajj, os muçulmanos vestem o ihram, uma vestimenta que simboliza a igualdade entre eles, sem distinção entre rico e pobre, ou entre o poderoso e o humilde.

O Hajj traz o muçulmano de volta à sua pureza original, renovando sua relação com seu Senhor. É uma oportunidade de arrependimento e purificação dos pecados. O Profeta, que a paz e as bênçãos estejam com ele, disse: "Quem realiza a peregrinação (Hajj) sem cometer obscenidades ou transgressões retornará como no dia em que sua mãe o deu à luz." (Relatado por Al-Bukhari)

Conclusão:

Os pilares do Islam são a base sobre a qual se sustenta a religião islâmica. Eles regem a vida do muçulmano, conectam-no ao seu Criador e lhe proporcionam equilíbrio nesta vida e na próxima. Através do Shahada, o muçulmano afirma sua crença na unicidade de Allah e na mensagem do Profeta. Por meio da oração, da zakat, do jejum e da peregrinação, manifesta-se o compromisso prático e espiritual com o Islam. Esses pilares não são apenas atos de adoração individual, mas constituem um sistema completo que constrói uma sociedade forte e coesa, promovendo justiça e solidariedade entre seus membros.

Nível 1 do Currículo de Formação de Pregadores

Quinta unidade

Pilares da Fé

Introdução:

A fé é a base da religião islâmica e define a relação do ser humano com seu Criador e com o mundo ao seu redor. No Islam, a fé não é apenas uma crença no coração, mas um sistema completo que combina crença, convicção firme e acção conforme as suas implicações.

Para esclarecer o conceito de fé, Allah, exaltado seja, estabeleceu seis pilares fundamentais de fé que todo muçulmano deve acreditar: a fé em Allah, em Seus anjos, em Seus livros, em Seus mensageiros, no Dia do Juízo e no destino, tanto o bem quanto o mal. Esses pilares formam a crença islâmica sobre a qual o muçulmano constrói sua relação com o Criador e o universo. Neste estudo, abordaremos esses seis pilares em detalhes.

A Fé em Allah:

Unicidade do Criador (não se trata apenas da unicidade do Criador, por isso pode-se afirmar que Ele é o Único como Deus, como Adorado, como Senhor e como Criador).

O primeiro pilar da fé é a fé em Allah, exaltado seja, que é a base sobre a qual se fundamenta a crença islâmica. A fé em Allah significa a crença firme de que Ele é o Criador e o Controlador, o Único sem parceiro. Deus, exaltado seja, diz: "Diz: Ele é Allah, o Único, Allah, o Independente" [Al-Ikhlas, 1-2] A fé em Allah exige do muçulmano a unificação de Allah em Suas ações, atributos e nomes. Isso inclui a crença de que Ele é o Criador, o Sustentador, o que dá e tira a vida, e que é dotado de todos os atributos de perfeição e majestade. Essa fé se manifesta na dedicação da adoração e obediência exclusivamente a Allah, sem associá-Lo a ninguém.

A fé em Allah liberta o muçulmano da servidão aos seres humanos e à matéria, proporcionando-lhe um coração tranquilo ao saber que Allah é o Soberano e o Controlador de todas as coisas. O Profeta ﷺ mencionou, no hadith de Jibril, quando foi questionado sobre a fé: "Que você creia em Allah" (Relatado por Muslim)

2. A crença nos Anjos:

O segundo pilar da fé é a fé nos anjos. Os anjos são criaturas que Allah criou para obedecê-Lo e cumprir Suas ordens. Allah, exaltado seja, diz: "Eles não desobedecem a Allah o que Ele lhes ordena e fazem o que lhes é mandado." [At-Tahrim, 6] Os anjos têm um papel específico na administração dos assuntos do universo, como Jibril (Gabriel), que traz a revelação; Mika'il (Miguel), encarregado da chuva e da vegetação; e o Anjo da Morte, que recolhe as almas.

A fé nos anjos faz com que o muçulmano esteja consciente de que existem criaturas invisíveis que agem por ordem de Allah, lembrando-o constantemente da grandeza de Allah e de Seu poder absoluto de criar o que não vemos nem percebemos com nossos sentidos limitados.

3. A Fé nos Livros Celestiais: Mensagens de Orientação

O terceiro pilar da fé é a fé nos livros celestiais que Allah revelou para guiar a humanidade. Esses livros contêm as mensagens de Allah aos povos dos profetas, orientando-os a adorar a Allah e seguir Suas ordens. Allah, exaltado seja, diz: "De facto, enviamos Nossos Mensageiros com evidências claras e com eles enviamos o Livro e a balança, para que as pessoas possam estabelecer a justiça." [Al-Hadid, 25] Os livros celestiais em que os muçulmanos acreditam incluem a Taurát, o Evangelho, os Salmos e o Qur'án, sendo este último o mais recente e completo, e a mensagem final, revelada para ser uma orientação para toda a humanidade.

A fé nos livros celestiais fortalece a compreensão do muçulmano sobre a história das revelações divinas, fazendo-o perceber que Allah enviou, em cada época, os livros apropriados para guiar a humanidade ao caminho reto.

4. A Fé nos Profetas: Guias da Humanidade

O quarto pilar da fé é a fé nos profetas. Os profetas e mensageiros são enviados de Allah escolhidos para transmitir Suas mensagens aos seus povos e guiá-los na adoração a Allah. Allah, exaltado seja, diz: "E, com efeito, enviamos a cada comunidade um mensageiro, dizendo: 'Adorai a Allah e evitai o falso'" [An-Nahl, 36] A fé nos profetas inclui a crença de que eles foram seres humanos escolhidos por Allah para serem intermediários entre Ele e as pessoas e que são infalíveis quanto às mensagens de Deus que transmitem. Entre os profetas em que devemos crer estão Noé, Abraão, Moisés, Jesus e Muhammad, que a paz esteja sobre todos eles.

5. A crença no Dia do Juízo Final:

A fé no Dia do Juízo é o quinto pilar da fé. O Dia do Juízo é o dia em que Allah ressuscitará todos os seres humanos e os julgará. Allah, exaltado seja, diz: "Então, quem tiver feito o peso de um átomo de bem, vê-lo-á. E quem tiver feito o peso de um átomo de mal, vê-lo-á." [Az-Zalzalah, 7-8] A fé no Dia do Juízo exige do muçulmano a crença de que a vida terrena não é o fim, mas que há uma vida após a morte, na qual Allah ressuscitará as pessoas para julgá-las por suas ações. Quem crer em Allah e O obedecer entrará no Paraíso e desfrutará da eternidade; e quem não crer em Allah será lançado no Inferno, onde permanecerá eternamente.

Essa fé incentiva o muçulmano a manter-se na retidão em sua vida, pois a recompensa está ligada a cada acção que realiza, seja boa ou má. Ela reforça o senso de responsabilidade e incentiva a prática do bem.

6. A Fé no Destino (Al-Qadr):

A fé no destino, tanto no bem quanto no mal, é o sexto e último pilar da fé. O destino significa que Allah determinou tudo no universo e que tudo o que acontece na vida, seja bom ou um teste, é de acordo com o conhecimento de Allah. Allah, exaltado seja, diz: "Por certo, tudo criamos com um decreto." [Al-Qamar, 49] A fé no destino exige que o muçulmano aceite o decreto e o destino de Allah, seja o que lhe acontece algo bom ou uma prova. Essa fé ensina o muçulmano a submeter-se à vontade de Allah e lhe dá a tranquilidade de que tudo o que ocorre tem uma sabedoria divina, mesmo que ele não a compreenda de imediato.

Além disso, a fé no destino não significa resignar-se às circunstâncias ou abandonar o trabalho; ao contrário, o muçulmano deve esforçar-se e agir, com a certeza de que os resultados estão nas mãos de Allah. O Profeta ﷺ disse: "Esforce-se naquilo que te beneficia, busca ajuda em Allah e não te sintas incapaz." (Relatado por Muslim).

Conclusão:

Os seis pilares da fé são a base sobre a qual se sustenta a crença do muçulmano e direcionam sua vida para a obediência a Allah e a busca de Sua satisfação. A fé em Allah, nos anjos, nos livros celestiais, nos profetas, no Dia do Juízo e no destino faz com que o muçulmano viva uma vida equilibrada, preenchida de tranquilidade e confiança na misericórdia e na justiça de Allah. Esses pilares tornam o muçulmano mais consciente do seu lugar no universo e o motivam a aderir aos valores éticos e a praticar boas acções, com o objetivo de alcançar a satisfação de Allah nesta vida e na outra.

Nível 1 do Currículo de Formação de Pregadores

A Sexta Unidade

Anuladores do Isslam

Introdução:

O Islam é a religião que se baseia na fé em Allah e na obediência a Seus mandamentos, sendo uma religião que visa alcançar a paz interior e exterior por meio da adoração a Allah somente. No Islam, há fundamentos e regras que o muçulmano deve seguir para manter sua fé. Por outro lado, há questões nas quais o muçulmano pode cair, por ignorância ou erro, que podem invalidar seu Islam e tirá-lo da religião; essas são chamadas de "anuladores do Islam". Esses anuladores são acções ou palavras que levam à descrença e ao afastamento do Islam, a menos que a pessoa se arrependa delas. Neste estudo, explicaremos as anulações do Islam de forma simplificada, para que o novo muçulmano entenda a importância de evitá-las.

1. Associar parceiros a Allah: O maior dos anuladores

O mais importante fundamento do Islam é a crença de que Allah é o único Deus, e associar parceiros a Allah é a mais grave das questões que anulam o Islam. Associar significa que uma pessoa adora algo ou alguém além de Allah, como ídolos ou pessoas mortas, ou até mesmo confiar em algo além de Allah nas questões de sua vida. Allah, exaltado seja, disse no Alcorão: "Certamente, Allah não perdoa que Lhe associem algo; mas fora isso, perdoa a quem Lhe apraz." [Surat An-Nissá: 48].

Quando um muçulmano adora algo além de Allah ou busca ajuda de pessoas falecidas ou ídolos, ele cai no Politeísmo (shirk), que é o pior erro que um muçulmano pode cometer.

2. Colocar intermediários entre a pessoa e seu Senhor

No Islam, não há necessidade de um intermediário entre a pessoa e Allah. O muçulmano pode invocar Allah directamente e pedir-Lhe o que desejar. Colocar intermediários entre você e Allah, como invocar santos ou pessoas veneradas, é uma das anulações do Islam, pois contradiz a unicidade de Allah na adoração. Somente Allah é capaz de atender às necessidades da pessoa, e o muçulmano não necessita de nenhum intermediário.

3. Não considerar os politeístas como descrentes ou duvidar de sua descrença

Entre os anuladores do Islam está o facto de um muçulmano não considerar que associar parceiros a Allah (shirk) é descrença, ou duvidar disso. O muçulmano deve crer que a adoração de algo além de Allah é descrença, e quem acredita de forma contrária contradiz os fundamentos do Islam. A fé em Allah exclusivamente exige que consideremos a adoração de qualquer outra coisa como desvio e descrença.

4. Preferir a orientação de alguém que não seja o Profeta Muhammad, que a paz esteja sobre ele

O Profeta Muhammad, que a paz esteja sobre ele, é o último dos profetas, e sua mensagem veio como orientação para toda a humanidade. Quem acredita que qualquer outro sistema ou modo de vida é melhor que a Shariã (Lei Islâmica), ou que as decisões de outros são superiores às do Profeta, que a paz esteja sobre ele, comete uma das anulações do Islam. Allah disse: "Não, pelo teu Senhor, eles não crerão até que te tomem por juíz nas questões em que discordem entre si." [Surat An-Nissá: 65].

5. Odiar o que foi trazido pelo Profeta, que a paz esteja sobre ele

O Islam chama o muçulmano a amar os ensinamentos da religião e a aplicá-los. Quem odeia qualquer parte dos ensinamentos do Islam ou aquilo que foi trazido pelo Profeta, que a paz esteja sobre ele, mesmo que cumpra exteriormente, comete um dos anuladores do Islam. "Isso porque eles detestaram o que Allah revelou, então Ele fez com que suas obras fossem inúteis." [Surat Muhammad: 9].

6. Zombar da religião ou de qualquer um de seus rituais

Zombar da religião ou de qualquer um de seus ensinamentos ou rituais é algo muito grave. Allah, exaltado seja, diz: Porventura, zombáveis de Allah, de Seus versículos e de Seu Mensageiro? (65) Não vos desculpeis; já caístes na descrença após haverdes crido." [Surat At-Tawba: 65-66].

Zombar da religião demonstra falta de respeito pelo que foi revelado por Allah e é uma das coisas que anulam a fé.

7. O Feitíço

O feitíço é a tentativa de usar forças invisíveis para alcançar interesses pessoais, frequentemente envolvendo o auxílio de jinn ou demônios. Allah, exaltado seja, diz sobre o feitíço: "E eles não ensinavam a ninguém, até que diziam: 'Nós somos apenas uma provação; então, não renegues a fé.'" [Surat Al-Baqarah: 102].

Praticar o feitíço ou acreditar nela é uma forma de associação (shirk), pois se baseia em forças fora Allah.

8. Alinhar-se com os descrentes e auxiliá-los contra os muçulmanos

Alinhar-se com os descrentes e cooperar com eles contra os muçulmanos é algo que contradiz os princípios da fé islâmica. Allah, exaltado seja, diz:

"E quem dentre vós se aliar a eles, será um deles." [Surat Al-Mā'idah: 51].

9. A crença de que algumas pessoas têm permissão para desviar-se da Sharia

A Sharia do Islam é a última lei revelada por Allah para a humanidade. Quem acredita que há outra religião aceitável além do Islam, ou que algumas pessoas estão autorizadas a abandonar o Islam, cometeu a descrença. Allah, exaltado seja, diz: "E quem quer que deseje outra religião que não seja o Islam, nunca será aceita dele." [Surat Āli-ʿImrān: 85].

10. Desviar-se da religião de Allah

A última das anulações do Islam é a pessoa afastar-se de aprender a religião de Allah ou de praticá-la. Allah, exaltado seja, diz: "E quem é mais injusto que aquele que, lembrado dos versículos de seu Senhor, desvia-se deles?" [Surat As-Sajdah: 22].

Desviar-se da religião ou ignorar o aprendizado de seus ensinamentos e a prática deles é uma das anulações que fazem uma pessoa sair do Islam.

Conclusão:

Os anuladores do Islam são questões graves das quais o muçulmano deve se precaver, pois anulam a sua fé e o afastam do Islam. O muçulmano deve se apegar à sua fé em Allah somente e evitar o shirk (associação) e todas as coisas que possam ameaçar sua fé. Pedimos a Allah que nos mantenha firmes na fé e nos proteja de cair nesses anuladores.